Por Leon Lopes da Silva, jornalista de Natal-RN-Brasil
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A afirmação de que Jesus é negro baseia-se em argumentos históricos, geográficos, bíblicos e teológicos que contestam a tradicional representação europeia de um Jesus branco e de olhos claros.
1. Geografia e Etnia Semita
Jesus nasceu na Palestina, uma região do Oriente Médio. Cientistas e historiadores argumentam que, como um judeu daquela época e local, Jesus dificilmente seria branco. Ele possuía traços semitas, o que significa que sua pele era provavelmente escura (acastanhada ou parda), semelhante à das populações árabes e judaicas do Levante.
2. Fundamentos Bíblicos
Algumas passagens são citadas para sustentar uma aparência de pele escura:
Refúgio no Egito: Quando criança, Jesus foi levado para o Egito para fugir de Herodes. Argumenta-se que, se ele fosse branco, não passaria despercebido em uma população africana.
Descrições Simbólicas: O livro de Apocalipse (1:14-15) descreve o cabelo de Jesus como "lã branca" e seus pés como "latão reluzente", metáforas usadas para indicar cabelos crespos e pele escura.
3. Teologia da Libertação e Contexto Social
Afirmar que Jesus é negro é também uma proposta teológica. Para muitos grupos, especialmente dentro da Teologia Negra e da Teologia da Libertação:
Identificação com o Oprimido: Jesus viveu na periferia, foi perseguido pelo Estado e executado, assemelhando-se historicamente à experiência de populações negras marginalizadas.
Combate ao Racismo: Representar Jesus como negro é uma forma de combater o uso da imagem de um Jesus branco para justificar a colonização e a supremacia branca ao longo dos séculos.
4. Representações Culturais
Como a Bíblia não fornece uma descrição física detalhada, diferentes culturas costumam retratar Jesus à sua própria semelhança (asiático, negro, europeu) para tornar sua mensagem mais próxima e relevante para cada povo.
Redação
Por Leon Lopes, jornalista
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