Corruptos no Maranhão!
Uma disputa judicial envolvendo o concurso da Polícia Civil do Maranhão realizado em 2017 levou à posse de Ariana Sampaio Sousa como delegada quase oito anos após o certame.
Classificada na 2.018ª posição na prova objetiva e eliminada ainda na primeira fase, ela assumiu o cargo em 12 de maio de 2025 por determinação da Justiça. O governo estadual tenta derrubar a decisão no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
A nomeação foi determinada pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, em sentença publicada em 7 de abril de 2025. Ariana, filha do procurador Francisco Barros Sousa e sobrinha do desembargador Raimundo Barros, está lotada na unidade policial de Bacabal.
O concurso oferecia 20 vagas, sendo 15 para ampla concorrência e cinco reservadas a pessoas com deficiência e negros, além de cadastro de reserva com 80 nomes. Pelo edital, somente os 225 primeiros colocados da ampla concorrência poderiam seguir para a prova discursiva.
Ariana acertou 60 das 100 questões e, conforme sua defesa, alcançou também o mínimo de 50% em cada grupo de disciplinas. A classificação, porém, impediu sua participação nas etapas seguintes, como prova discursiva, avaliação de títulos, exames médicos, teste de aptidão física e avaliação psicológica.
Na ação, a defesa sustentou que a Lei Estadual nº 12.212/2024 autorizou a flexibilização da cláusula de barreira para convocação ao Curso de Formação Profissional e formação do cadastro de reserva.
A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contesta esse entendimento. O órgão afirma que a mudança alcançaria apenas candidatos aprovados em todas as fases da primeira etapa e argumenta que a manutenção da posse poderia estimular ações semelhantes de outros concorrentes eliminados. O recurso ainda aguarda julgamento no TJ-MA.
Redação:
JORNAL JRP INTERNACIONAL
Etico sério e do povo Brasileiro
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Por Livyo Araújo, jornalista

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