Cansada de ouvir denúncias de que hospitais públicos cobravam propinas ilegais dos cidadãos mais pobres, esta mulher tomou uma decisão radical.
Ela não convocou a imprensa nem organizou uma visita oficial cheia de avisos prévios.
Em vez disso, a Ministra da Saúde de Uganda, Sarah Opendi, vestiu um hijab preto dos pés à cabeça para ocultar completamente sua identidade.
Ela pegou um simples mototáxi popular e foi até um dos maiores hospitais da capital.
Chegando lá, sentou-se anonimamente na fila de espera como qualquer outra pessoa doente e vulnerável.
O sistema de saúde pública do país previa que exames e consultas deveriam ser totalmente gratuitos para a população.
No entanto, não demorou muito para que a dura realidade aparecesse diante de seus próprios olhos.
Quando finalmente foi chamada, um funcionário do hospital exigiu o pagamento de propina para realizar um exame de sangue básico.
Sem hesitar, ela fingiu aceitar as condições abusivas e entregou o dinheiro diretamente nas mãos do atendente.
Assim que a transação corrupta foi concluída, a suposta paciente retirou o véu e revelou quem realmente era.
O choque e o desespero tomaram conta dos funcionários que estavam no local.
Imediatamente, policiais disfarçados que aguardavam o sinal do lado de fora entraram e prenderam os corruptos em flagrante.
A atitude implacável da ministra correu o mundo como um exemplo raro de liderança que não teme ver de perto a dor do povo.
Ela provou que, quando uma autoridade realmente quer combater a corrupção, nada substitui sentir na pele o que o cidadão comum enfrenta todos os dias.
Redação: JORNAL JRP INTERNACIONAL
Por Leon Lopes da Silva, jornalista

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