Pesquisar o SITE

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil pode ajudar no tratamento de uma das complicações mais preocupantes do diabetes


 Uma tecnologia desenvolvida no Brasil pode ajudar no tratamento de uma das complicações mais preocupantes do diabetes: as feridas nos pés que demoram a cicatrizar. A pesquisadora e professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da Universidade de Brasília (UnB), lidera o desenvolvimento do RAPHA, um dispositivo portátil criado especialmente para auxiliar pacientes com úlceras do chamado pé diabético.

O tratamento combina duas tecnologias. Primeiro, uma biomembrana produzida a partir do látex natural é colocada sobre a ferida. Depois, o aparelho aplica luz vermelha de LED na região. Segundo os pesquisadores, o látex contribui para a formação de novos vasos sanguíneos, enquanto a luz atua na regeneração da pele e no processo de cicatrização.

Os resultados obtidos durante as pesquisas foram promissores. Em um ensaio clínico randomizado com 15 participantes, os grupos tratados com o sistema RAPHA apresentaram taxas médias de cicatrização de 77% e 80%, enquanto o grupo submetido ao protocolo convencional apresentou média de 51,4%. Os pesquisadores também observaram melhores resultados na reparação dos tecidos entre os pacientes que utilizaram a tecnologia.

Outro diferencial é que o RAPHA foi desenvolvido para ser portátil e de baixo custo, permitindo que parte do tratamento seja realizada na própria casa do paciente, sem dispensar o acompanhamento dos profissionais de saúde. Isso pode reduzir deslocamentos frequentes ao hospital e facilitar a continuidade do tratamento.

A tecnologia é resultado de quase duas décadas de pesquisas conduzidas pelo Grupo de Engenharia Biomédica da UnB. Além de acelerar a cicatrização, o objetivo é reduzir complicações graves do pé diabético, como infecções e lesões que podem evoluir e resultar em amputações.

O RAPHA já avançou em direção à produção: a tecnologia foi licenciada para uma empresa, teve sua segurança homologada pelo Inmetro e, segundo reportagem da Pesquisa FAPESP publicada em 2026, aguardava o registro da Anvisa para que a produção pudesse começar.

Desenvolvido pela pesquisadora Suélia Rodrigues na Universidade de Brasília (UnB), o dispositivo Rapha combina um curativo de látex natural com terapia de luz LED para acelerar a cicatrização de feridas crônicas em pessoas com diabetes, atuando diretamente na prevenção de amputações de membros inferiores. 
Como Funciona o Dispositivo Rapha
  • Látex natural: Estimula a regeneração dos tecidos da pele.
  • Luz LED: Aplica fotobiomodulação para reduzir o tempo de recuperação das lesões.
  • Certificação: O produto já conta com a certificação do Inmetro e aguarda a aprovação final da Anvisa para ampla distribuição comercial.
Outras Inovações Nacionais Relevantes
  • Aplicativo de visão computacional: Criado para realizar avaliações rápidas do "pé diabético" por meio de fotografias tiradas pelo próprio celular do paciente.
  • Foco na prevenção: Soluções digitais voltadas para ampliar o acesso a diagnósticos precoces de complicações vasculares e neuropáticas.
Se você quiser, posso detalhar mais sobre:
  • O estágio atual de aprovação na Anvisa
  • Outras formas de prevenção do pé diabético

Redação 

Por Leon Lopes, jornalista 

Fonte: Universidade de Brasília (UnB), Pesquisa FAPESP e estudo publicado no Annals of Biomedical Engineering.

Nenhum comentário:

Postar um comentário