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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O azeite de oliva produzido no Brasil tem alta qualidade e se destaca pelo frescor

 


O azeite de oliva produzido no Brasil tem alta qualidade e se destaca pelo frescor, acumulando prêmios internacionais em concursos globais. Por serem extraídos e engarrafados rapidamente após a colheita no país, os azeites nacionais chegam ao consumidor com acidez muito baixa e propriedades sensoriais preservadas, embora o mercado interno também sofra com fraudes e desvios de qualidade em marcas importadas fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Pontos Fortes do Azeite Nacional
Frescor e Baixa Acidez: A proximidade entre o olival e o lagar (local de extração) reduz o tempo de oxigenação do fruto, garantindo índices de acidez inferiores a 0,2% em muitos rótulos premium.
Premiações Globais: Marcas dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais aparecem frequentemente em listas dos melhores azeites extravirgens do mundo.
Principais Produtores: Rótulos como Azeite Sabiá, Prosperato, Estância das Oliveiras e Mantiqueir (Veni Sacco/Senza) ganham destaque pela consistência.
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Desafios do Setor no Brasil
Preço Elevado: O custo de produção em terras brasileiras e a escala menor em comparação a países tradicionais (como Portugal, Espanha e Chile) tornam o produto nacional mais caro nas prateleiras.
Fraudes no Mercado Interno: Fiscalizações recentes do Mapa e ações do Ministério Público apontam que muitas marcas estrangeiras comercializadas no Brasil falham nos testes e são rebaixadas a azeites virgens ou lampantes, prejudicando a concorrência leal com o óleo genuinamente extravirgem.






Me conta nos comentários, você costuma comprar algum desses azeites?


Um laudo do Ministério da Agricultura (Mapa) reacendeu o debate sobre a qualidade dos azeites vendidos como extra-virgem no Brasil.


A análise foi determinada pela Justiça Federal, em uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal em São Paulo contra o Mapa e a Anvisa, que investiga possíveis fraudes na comercialização de azeites no país.


Segundo os laudos, amostras das marcas Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, vendidas como extra-virgem, foram classificadas como azeite virgem, categoria inferior à informada no rótulo. Já amostras das marcas Costa D’Oro e Terras de Camões foram classificadas como azeite lampante, categoria considerada imprópria para consumo humano no estado em que é vendida.


É importante deixar claro: segundo o próprio Mapa, os resultados ainda são preliminares. As empresas notificadas têm direito a solicitar contraprova antes da conclusão do processo.


O presidente do Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura), Flávio Obino Filho, declarou que os laudos confirmam denúncias feitas pela entidade, afirmando que parte desses azeites são “velhos, com defeito, descartados pelos europeus”, vendidos por preços mais baixos que o extra-virgem produzido no Brasil.


Do ponto de vista nutricional, todo azeite de oliva tem predominância de ácido oleico, uma gordura monoinsaturada associada à saúde cardiovascular. Mas apenas o extra-virgem verdadeiro preserva a concentração mais alta de compostos bioativos, como polifenóis e antioxidantes, associados a benefícios adicionais para a saúde intestinal, cerebral e ao controle da inflamação.


Pela legislação brasileira, o extra-virgem precisa ter acidez máxima de 0,8% e nenhum defeito sensorial de sabor ou aroma. O virgem pode chegar a 2% de acidez e apresentar pequenas imperfeições.


Já o limpante ultrapassa esse limite e não é próprio para consumo sem passar por refino.


Como se proteger enquanto a investigação segue seu curso: desconfie de preços muito abaixo do esperado para a categoria extra-virgem, prefira embalagens escuras.


Redação, JORNAL JRP INTERNACIONAL
jcidadern@hotmail.com


Por Leon Lopes da Silva, Diretor, jornalista e também fotográfo do Jornal JRP INTERNACIONAL

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