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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A gasolina com 32 por cento de etanol anidro passou a ser questionada


 A gasolina com 32 por cento de etanol anidro passou a ser questionada judicialmente antes mesmo de sua adoção definitiva. O Ministério Público Federal solicitou a suspensão da medida até que sejam realizados estudos específicos sobre os possíveis efeitos da nova composição, argumentando que parte das avaliações utilizadas anteriormente considerava a gasolina com 30 por cento de etanol.

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Entre os pontos levantados estão possíveis impactos sobre consumo, autonomia, emissões e durabilidade de motores e componentes do sistema de alimentação. A preocupação é maior em veículos antigos, motocicletas e alguns modelos importados desenvolvidos para utilizar exclusivamente gasolina. No entanto, os possíveis danos ainda não são considerados comprovados, e a própria ação busca justamente obter avaliações técnicas capazes de confirmar ou afastar esses riscos.


O governo federal, por outro lado, defende a viabilidade da nova mistura e aponta benefícios relacionados à redução da necessidade de gasolina importada, ao maior uso de biocombustíveis e à diminuição das emissões. A estimativa oficial também indica potencial redução de aproximadamente 3 centavos por litro. O processo agora coloca em discussão a necessidade de novos estudos e de um acompanhamento mais detalhado dos efeitos da composição sobre diferentes perfis da frota brasileira.


Redação 

Por Livyo Araújo, jornalista 

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