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domingo, 11 de janeiro de 2026

Repressão das forças do mal do IRÃ! já deixou ao menos 51 mortos, segundo organizações de direitos humanos


Sem internet há mais de 36 horas, Irã enfrenta maior onda de protestos em três anos

Repressão já deixou ao menos 51 mortos, segundo organizações de direitos humanos

Os temores de uma repressão brutal no Irã se intensificaram neste sábado (10), após mais de dois dias sem acesso à internet e a retomada de manifestações noturnas, em um movimento de protesto sem precedentes em três anos.
  

Sr.Leon Lopes da Silva,Empresário e Jornalista de Natal - RN - Brasil

Os protestos, iniciados há duas semanas por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica do país, representam um dos maiores desafios das autoridades teocráticas que governam o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.

Desde 1997, o Irã tem enfrentado diversas revoltas e ondas de protestos significativos, e não um número único e específico, que variaram em causa e intensidade.


Os principais movimentos de protesto ocorreram em: 1999 (Protestos Estudantis): Considerados os maiores protestos desde a Revolução Islâmica de 1979 na época, foram desencadeados pelo fechamento de um jornal reformista e pela repressão policial em dormitórios estudantis.

2009–2010 (Movimento Verde): Desencadeados pela contestada reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad, esses protestos foram marcados por milhões de pessoas nas ruas e uso extensivo de mídias sociais para organização, sendo a maior mobilização popular desde 1979.

2017–2018 (Protestos Econômicos): Começaram devido a dificuldades econômicas e aumento do custo de vida, rapidamente se transformando em manifestações antigovernamentais que se espalharam por diversas cidades.

2018–2019 (Greves Gerais): Incluíram greves e protestos de diferentes setores, muitas vezes ligados a questões econômicas e escassez de água.

2019–2020 ("Novembro Sangrento"): Uma onda de protestos extremamente violenta, provocada por um aumento abrupto no preço dos combustíveis, que resultou em centenas de mortes e milhares de prisões.

2021–2022 (Protestos pela Água e Alimentos): Focados em questões de escassez de água e crise econômica.

2022–2023 (Protestos Mahsa Amini): Desencadeados pela morte de Mahsa Amini sob custódia da polícia da moralidade. Foram protestos generalizados com o slogan "Mulher, Vida, Liberdade", focados nos direitos das mulheres e pedindo a mudança de regime, espalhando-se por todo o país.

O Irã tem um histórico contínuo de agitação popular por diversas razões, tornando difícil contabilizar um número exato de "revoltas", mas os eventos acima representam as principais ondas de instabilidade nacional no período.

Reza Pahlavi, que vive nos Estados Unidos e é filho do deposto xá do Irã, celebrou a "magnífica" participação nas manifestações de sexta-feira e instou os iranianos a organizarem protestos mais focados neste fim de semana e a "tomarem e controlarem os centros urbanos".

Pahlavi, cujo pai Mohammad Reza Pahlavi foi deposto na revolução de 1979 e morreu em 1980, disse que também está se preparando para "retornar à [sua] pátria" em breve.

O país está sem acesso à internet há 36 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades, segundo a ONG de cibersegurança Netblocks.
Não há um número total e oficial divulgado pelo governo iraniano sobre quantas pessoas a Força Nacional do Irã (Fuerza de Ejecución de la Ley de la República Islámica de Irán) matou em protestos e revoltas ao longo de todos esses anos. As informações disponíveis vêm de ONGs, agências de notícias e organizações de direitos humanos.
Relatos de diferentes períodos apontam números variados de mortes em repressões a manifestações específicas:Durante os protestos que se seguiram à morte de Mahsa Amini em 2022, ativistas e grupos de direitos humanos relataram que o número total de mortos na repressão ultrapassou 500 pessoas, incluindo crianças. A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou mais de 300 mortes nesse período.
Em uma onda de protestos anterior, em 2019, a Anistia Internacional registrou pelo menos 143 mortes em manifestações contra o aumento dos preços dos combustíveis.
Esses números referem-se a eventos específicos e notáveis. O número total de mortes resultantes de todas as revoltas e protestos ao longo das décadas é incerto e muito difícil de verificar de forma independente, devido à falta de transparência do governo iraniano e à repressão da imprensa,
Nessas condições, é difícil ter acesso a qualquer informação.

"O regime iraniano cortou os canais de comunicação dentro do país" e "bloqueou todos os meios de contato com o mundo exterior", alertaram dois cineastas e dissidentes proeminentes, Mohammad Rasulof e Jafar Panahi.

A experiência mostra que o objetivo de tais medidas é encobrir a violência infligida durante a repressão aos protestos", afirmaram eles na conta do Instagram de Panahi, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado.

A ganhadora iraniana do Nobel da Paz, Shirin Ebadi, alertou na sexta-feira que as forças de segurança podem estar se preparando para cometer um "massacre sob a cobertura de um amplo bloqueio de comunicações".

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, escreveu em sua conta no X que "os Estados Unidos estão ao lado do corajoso povo iraniano".

A Anistia Internacional afirmou estar analisando evidências que sugerem que a repressão se intensificou nos últimos dias.

Desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, pelo menos 51 manifestantes, incluindo nove crianças, morreram e centenas ficaram feridos, segundo um comunicado divulgado na sexta-feira pela ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega.

Neste sábado, a televisão estatal transmitiu imagens dos funerais de membros das forças de segurança mortos durante os protestos. A participação foi notável na cidade de Shiraz, no sul do país.

Após a mobilização em larga escala de quinta-feira, os protestos continuaram na noite de sexta-feira em Teerã e outras cidades, de acordo com imagens, cuja autenticidade foi verificada pela AFP, que circularam nas redes sociais por meio de links de satélite.

No distrito de Sadatabad, em Teerã, manifestantes batiam panelas e gritavam "Morte a Khamenei!", enquanto carros buzinavam em apoio.




Outras imagens que circulam nas redes sociais e são transmitidas por canais de televisão em língua persa fora do Irã mostram protestos semelhantes em outras partes da capital, assim como nas cidades de Mashhad, Tabriz e Qom.

Na cidade de Hamadan, um homem agitava uma bandeira iraniana da época do xá, com o emblema do leão e do sol, cercado por fogueiras e pessoas dançando, segundo imagens que circulam nas redes sociais e que a AFP ainda não conseguiu verificar.

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, criticou na sexta-feira os "vândalos" que, segundo ele, estão por trás dos protestos, e acusou os Estados Unidos de incitá-los.

"Estamos em plena guerra", declarou Ali Larijani, um de seus conselheiros e chefe da principal agência de segurança do país, denunciando "incidentes orquestrados no exterior".

Em 22 de junho, Washington atacou instalações nucleares iranianas como parte da guerra de 12 dias iniciada por Israel contra a República Islâmica.


"O Irã tem problemas sérios. Parece que o povo está tomando o controle de certas cidades, algo que ninguém imaginava ser possível há poucas semanas", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No entanto, o republicano considerou prematuro que Reza Pahlavi assumisse a liderança.
O governo iraniano não enfrentava um movimento de protesto dessa magnitude desde as marchas organizadas em 2022 após a morte de Mahsa Amini, que foi presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino.

Essas manifestações ocorrem em um momento em que o Irã está enfraquecido após a guerra com Israel e os golpes sofridos por vários de seus aliados regionais, enquanto a ONU restabeleceu, em setembro, as sanções relacionadas ao programa nuclear do país.

Essa semana janeiro de 2026, o presidente Donald Trump reagiu de forma agressiva à repressão violenta contra os protestos no Irã, utilizando uma retórica de ameaça militar direta contra o regime iraniano. 

As principais reações de Trump incluíram:
Ameaças de intervenção militar: Trump declarou que os Estados Unidos estão "travados, carregados e prontos para agir" (locked and loaded) caso o governo iraniano continue a matar manifestantes.

 Ele afirmou estar avaliando "opções muito fortes" com os militares para responder à violência estatal.

Linha vermelha para mortes: O presidente estabeleceu como "linha vermelha" o assassinato de manifestantes pacíficos, prometendo "atingi-los com muita força onde dói" se a repressão letal não cessar. Ele recebe relatórios de hora em hora sobre a situação no país.

Apoio público aos manifestantes: Em redes sociais, Trump afirmou que o Irã está vendo a "liberdade como nunca antes" e que os EUA estão prontos para ajudar o povo iraniano.

Abertura para negociações sob pressão: Em 11 de janeiro de 2026, Trump afirmou que o regime iraniano entrou em contato para propor negociações sobre um acordo nuclear, interpretando isso como um sinal de que os líderes iranianos "estão cansados de apanhar dos Estados Unidos". Apesar disso, ele alertou que pode agir militarmente antes mesmo de qualquer reunião ocorrer. 

Contexto: Os protestos no Irã, motivados por uma grave crise econômica e inflação elevada, resultaram em mais de 500 mortes e centenas de prisões até meados de janeiro de 2026. O Irã, por sua vez, prometeu retaliação contra bases e navios americanos na região caso sofra um ataque dos EUA.


Por Leon Lopes da Silva, Diretor jornalista e fotográfico do JORNAL JRP INTERNACIONAL

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