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quarta-feira, 7 de março de 2012

Ação contra milícia na Baixada tem, pelo menos, nove PMs presos



Ação contra milícia na Baixada tem, pelo menos, nove PMs presos
Em entrevista coletiva, foi revelada uma ameaça de morte ao delegado titular da Draco, Alexandre Capote

Ação contra milícia na Baixada tem, pelo menos, nove PMs presos


Uma operação policial, batizada de Pacificador, desencadeada por homens da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais (DRACO/IE), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, com o apoio da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança, Coordenadoria Geral Unificada (CGU), Polícia Civil e Corregedoria da Polícia Militar, prendeu, nesta quarta-feira, até o momento, 15 supostos integrantes de uma milícia que atua em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Entre os acusados estão um Fuzileiro Naval, um ex-PM e 9 policiais militares, sendo um deles o tenente Samuel Felipe Dantas de Farias.
 De acordo com o promotor Décio Alonso Gomes, do Gaeco, responsável pelas investigações do caso, chama a atenção a audácia do grupo miliciano, que faturava, em média, R$ 300 mil por mês. Segundo ele, desde a operação Capa Preta, realizada em 2010, um total de dez testemunhas ou informantes relacionados às investigações sobre esta milícia foram assassinados.
“A segurança em Duque de Caxias vive um momento de caos”, disse ele. “Esta quadrilha era muito audaciosa, e foi responsável por diversos homicídios. Suas fontes de lucro eram diversas. Eles cobravam , inclusive,  pela água que os moradores consumiam”.
O delegado titular da Draco, Alexandre Capote, revelou, durante entrevista coletiva, que a quadrilha de milicianos o ameaçou de morte. Além do policial, outros dois promotores do Ministério Público também são ameaçados. Todos estão circulando com reforço na segurança.
Entre as práticas criminosas cometidas pelo grupo estão a cobrança de taxas por serviços clandestinos de segurança, a imposição da compra de cestas básicas por valores acima do mercado, tráfico de armas de fogo, agiotagem, distribuição ilícita de sinal de TV a cabo, internet e jogos de azar, prestação de serviços de transporte coletivo alternativo clandestino (vans e moto-táxis) e a venda ilegal de botijões de gás. Ainda de acordo com o delegado Alexandre Capote, as ações da quadrilha são cruéis e envolvem a prática de homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, lesões corporais graves, extorsões, ameaças, constrangimentos ilegais e injúrias.
Ao todo a Justiça expediu 25 mandados de prisão e 58 de busca e apreensão. Entre os itens apreendidos estão três computadores e R$ 500 em moedas. 
Operação Capa Preta

Entre os presos na Operação Capa Preta, realizada no fim de 2010, estavam os vereadores Jonas Gonçalves da Silva - vulgo Jonas é Nós, que também é soldado reformado da PM - e Sebastião Ferreira da Silva, o Chiquinho Grandão. Após requerimento do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o Juízo da 3ª Vara Cível de Duque de Caxias afastou da Câmara Municipal de Caxias os dois vereadores. Segundo o Ministério Público, Jonas era o líder do grupo.
Fonte:JB